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Alia

Pesquisa e definição de produto para um app de bem-estar criado para tornar o autocuidado mais simples, contínuo e integrado à rotina de pessoas e profissionais de saúde.

Logo do aplicativo Alia
Role para explorar ↓
Problema

Cuidar da saúde ainda é fragmentado

O desafio do Alia nasceu de uma fricção muito concreta: cuidar da saúde exige constância, mas a rotina transforma esse cuidado em tarefas espalhadas. Exercícios, alimentação, sono, exames, consultas e acompanhamento profissional ainda acontecem em ferramentas separadas, o que aumenta esforço, dispersa contexto e enfraquece a continuidade que a saúde preventiva precisa para funcionar.

44respostas válidas
19perguntas no questionário
6testes exploratórios
Hábitos saudáveis Consultas e exames Autocuidado Profissionais de saúde Saúde preventiva Centralização de dados
Objetivos

Transformar intenção em regularidade

O Alia foi pensado para apoiar regularidade, e não apenas registro. A proposta central foi reduzir o esforço necessário para manter o cuidado ativo, com uma experiência simples o bastante para caber na vida real de quem concilia muitas prioridades. A pergunta que guiou o projeto foi direta: como transformar boa intenção em continuidade de uso e percepção real de valor?

Apoiar cuidado preventivo e contínuoConcentrar dados e hábitos em um só lugarPriorizar oportunidades com base nas evidências da pesquisa
Cenário Atual

Por que esse produto faz sentido agora

Antes de definir qualquer funcionalidade, o projeto mapeou o contexto da saúde preventiva e da saúde digital no Brasil. A intenção era entender se havia, de fato, um problema relevante, recorrente e com espaço real para uma solução integrada. Essa etapa foi importante para dar densidade ao case e evitar que ele nascesse só como mais uma ideia simpática de app.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. Essa definição amplia o olhar sobre o cuidado e reforça que prevenção, acompanhamento e qualidade de vida precisam fazer parte da rotina, e não apenas aparecer quando existe um problema instalado.

No Brasil, apesar da crescente atenção à saúde preventiva, alguns hábitos críticos persistem. Apenas 13% da população adulta consome frutas e hortaliças na frequência recomendada, 40,3% são considerados insuficientemente ativos fisicamente e 70,6% não realizam check-ups médicos regulares. Esses indicadores evidenciam a urgência de soluções que facilitem o cuidado diário, centralizado e com suporte preventivo.

A saúde digital vem transformando esse cenário ao oferecer alternativas mais acessíveis, integradas e centradas no usuário. No Brasil, essa inovação já aparece em aplicativos que conectam paciente e profissional, organizam histórico médico, acompanham hábitos de vida e reúnem consultas em um único espaço digital. Ainda assim, boa parte dessas experiências continua fragmentada.

Isso causa problemas para: Pessoas que desejam cuidar da saúde, mas enfrentam dificuldades em manter consistência em hábitos saudáveis, acompanhamento médico e organização de informações.

Por que: Atualmente, cada aspecto da saúde, como exercícios, nutrição, exames, consultas e check-ups, costuma estar fragmentado em diferentes aplicativos, papéis ou plataformas, muitas vezes privadas. Isso exige esforço extra para registrar dados, acompanhar resultados e lembrar compromissos, o que desestimula a continuidade e o uso.

Isso é importante por que: A falta de integração e facilidade de acesso compromete a prevenção e o monitoramento da saúde. Sem um histórico centralizado e apoio contínuo, o usuário tende a procurar ajuda apenas em situações de urgência, aumentando riscos e custos no longo prazo. Por isso, a prevenção aliada ao uso da tecnologia pode contribuir de forma concreta para uma melhor qualidade de vida e mais controle sobre a saúde.

Definição de Problema

5W1H para dar foco ao desafio

Depois de entender o cenário, o problema foi estruturado com 5W1H para sair do abstrato e definir com precisão o que precisava ser resolvido, para quem, em que momentos e com quais consequências. Essa síntese ajudou a transformar um tema amplo como bem-estar em um recorte de produto mais objetivo.

Definição do Problema
Who? quem é afetado pelo problema?

Pessoas que desejam manter uma vida saudável, mas enfrentam dificuldades em organizar e sustentar hábitos de forma consistente, principalmente adultos que conciliam trabalho, família e compromissos pessoais em rotinas corridas.

What? quais são os efeitos desse problema?
  • Abandono de hábitos saudáveis, como exercícios, alimentação equilibrada e check-ups preventivos.
  • Acúmulo de problemas de saúde que poderiam ser acompanhados antes de se agravarem.
  • Estresse, culpa e perda de motivação pela dificuldade de manter acompanhamento contínuo.
  • Atrasos em consultas, exames e cuidados importantes para prevenção.
Where? onde esse problema ocorre?
  • No cotidiano das pessoas, em casa, no trabalho e em deslocamentos, quando não conseguem acompanhar seus hábitos de forma prática.
  • No sistema de saúde, público e privado, que muitas vezes recebe o paciente apenas quando o problema já está agravado.
When? quando o problema acontece?
  • No dia a dia, quando a saúde precisa competir com outras prioridades urgentes.
  • Quando o usuário precisa lembrar de consultas, exames, medicações ou metas de autocuidado.
  • Ao buscar informações dispersas em aplicativos, papéis ou planilhas, o que desmotiva a continuidade.
Why? por que o problema ocorre? por que é importante?
  • Falta centralização das informações de saúde em um único lugar acessível.
  • Existe sobrecarga de tarefas e pouco apoio prático para manter constância.
  • A saúde ainda é tratada de forma reativa, quando já existe dor, doença ou urgência, e não preventivamente.
  • Isso é importante porque hábitos saudáveis e acompanhamento médico adequado reduzem riscos de doenças crônicas e melhoram qualidade de vida no longo prazo.
How? como esse problema acontece?
  • Usuários precisam lidar com múltiplos apps e formas de registro para dieta, treino, agenda médica e histórico de exames.
  • A falta de integração e praticidade gera frustração, esquecimento e sensação de esforço excessivo.
  • Esse trabalho manual leva à desistência do acompanhamento e enfraquece a construção de hábitos preventivos.
Desk Research

Pesquisa secundária para embasar a hipótese

As pesquisas secundárias serviram para validar a relevância do mercado, observar como as pessoas se relacionam hoje com autocuidado e entender o papel crescente das soluções digitais no acompanhamento da saúde. Essa etapa organizou o repertório necessário para definir hipótese, linguagem e direção estratégica.

Palavras-chave e direção

O estudo percorreu temas como saúde digital, aplicativos de saúde, bem-estar, hábitos saudáveis, saúde preventiva, telemedicina e prontuário eletrônico. O objetivo era entender o ecossistema, e não apenas uma tela isolada. Esse repertório ajudou a enxergar padrões de mercado, lacunas de experiência e oportunidades de diferenciação.

Oportunidade de produto

As referências reforçaram que existe espaço para uma plataforma que reúna dados clínicos, hábitos, consultas e apoio profissional com menos esforço. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostrou barreiras concretas: desigualdade de acesso, sistemas isolados e dispersão entre ferramentas. O papel do Alia, portanto, seria tornar o cuidado diário mais inteligível, acessível e contínuo.

Objetivos do Projeto

O que precisava ser construído

Com o cenário e o problema melhor delimitados, o objetivo do projeto foi definido de forma estratégica, antes de qualquer discussão visual sobre interface. O foco era garantir uma tese clara de valor.

Objetivo central

Desenvolver uma plataforma de saúde digital integrada e centrada no usuário, capaz de reunir dados clínicos, hábitos de vida, consultas e suporte de especialistas em um fluxo simples e útil para o cotidiano.

O que isso precisava evitar

O produto não poderia nascer como só mais um app de registro. Ele precisava evitar excesso de entrada manual, dependência de memória, comunicação dispersa e falta de visão consolidada entre paciente e profissional.

Modelagem

Business Model Canvas e Value Proposition Canvas

Esses canvases ajudaram a transformar diagnóstico em proposta de valor. Em vez de correr para telas, o projeto usou essa etapa para alinhar dores, ganhos esperados e o papel do produto na rotina do usuário.

Business Model Canvas

O canvas foi usado para estruturar a proposta como plataforma de saúde all-in-one, olhando para públicos diferentes, canais, proposta de valor, recursos e relacionamento. Ele ajudou a entender como o produto poderia gerar utilidade real para pacientes e também para profissionais.

Business Model Canvas do projeto Alia
Business Model Canvas

Value Proposition Canvas

O VPC refinou a leitura das dores do usuário: dificuldade de manter constância, excesso de dispersão, esquecimento de consultas e ausência de histórico unificado. A resposta de produto começou a se desenhar com mais clareza: lembretes, centralização, comunicação estruturada e visão integrada do cuidado.

Value Proposition Canvas do projeto Alia
Value Proposition Canvas
Benchmarking

Análise de concorrentes

Foram analisados oito concorrentes para entender posicionamento, padrões de interface, amplitude de funcionalidades e limites das soluções atuais. O benchmarking ajudou a evitar uma proposta genérica e a identificar onde a integração entre cuidado, rotina e histórico ainda falhava.

Benchmarking do Alia
Comparativo de concorrentes do AliaReferências de mercado
Matriz CSD

De certezas a hipóteses testáveis

A Matriz CSD foi construída logo após o benchmarking para separar o que o time já sabia, o que ainda era hipótese e o que precisava ser investigado. Ela foi decisiva para a formulação do questionário, porque transformou percepções difusas em perguntas mais úteis e orientadas a decisão.

Matriz CSD do AliaBase da pesquisa
Pesquisa Quantitativa

44 respostas para entender comportamento real

Com a base da CSD pronta, o questionário foi levado ao Google Forms e dividido em três blocos: perfil do respondente, percepção da própria saúde e rotina de hábitos. A ideia era sair da opinião superficial e capturar comportamento real, barreiras práticas e nível de adesão ao cuidado preventivo. A pesquisa foi pensada para sustentar decisões de produto, e não apenas para confirmar expectativas prévias.

Ajustes antes da coleta principal

A rodada exploratória com 6 participantes serviu para lapidar formato e clareza. Algumas perguntas viraram checkbox, outras ganharam condicionais e textos mais precisos para captar melhor rotina de saúde, autocuidado e hábitos sustentados no dia a dia.

Principais descobertas

A intenção de cuidar da saúde existe, mas a prática não acompanha. Falta de tempo, disciplina, motivação, rotina irregular e ausência de lembretes aparecem como barreiras centrais. A saúde preventiva ainda não faz parte da rotina de muitos usuários, que procuram atendimento apenas quando a dor ou o desconforto já interferem no cotidiano.

Também ficou claro que o uso de apps de saúde ainda é baixo e fragmentado. Mesmo quem já usa alguma ferramenta tende a consumir só uma função específica, como exercício, alimentação ou sono, sem integração suficiente para justificar manter tudo em um único ecossistema atual.

Resultados da pesquisa quantitativa do Alia
Resultados da pesquisa e síntese dos achados
Usuários

Personas para traduzir dados em gente real

O projeto construiu personas que representam pacientes e profissionais de saúde, usando storytelling para transformar achados de pesquisa em jornadas mais humanas. Mais do que perfis ilustrativos, elas funcionaram como ferramenta de alinhamento para tomada de decisão.

Personas do projeto AliaPersonas e jornadas
Alternativas de solução

Priorizar o que gera mais valor

Depois da pesquisa e das personas, as funcionalidades foram organizadas pela matriz de esforço x impacto. Essa etapa transformou ambição em foco. Perfil de saúde, centralização de informações, lembretes inteligentes, comunicação estruturada e visão simplificada de acompanhamento apareceram como as prioridades mais claras para um primeiro recorte.

Itens como gamificação, área social e integrações mais complexas ficaram fora do escopo inicial. O projeto também passou por rabiscoframes para explorar fluxos antes de qualquer definição mais rígida.

Direção visual e cores do AliaPrioridade e direção
Pesquisa

Um estudo de descoberta e direcionamento

O valor do Alia está menos em uma tela final e mais na clareza construída pela pesquisa. O projeto terminou com cenário mapeado, problema bem enquadrado, hipóteses organizadas com método, personas coerentes e uma priorização inicial do que faria mais sentido explorar em produto.

Para ver o material completo da pesquisa, registros e aprofundamentos do estudo, acesse o conteúdo no Notion.

Ver pesquisa completa no Notion